Copper – Metal on Dream Wheels

Felizmente, têm surgido pelo país várias casas que se dedicam à customização de motas, transformando-as em exercícos de criatividade e melhoria de performance mas, parafraseando, umas surgem mais que outras ou, dito de outro modo, evidenciam-se mais e destacam-se pelos trabalhos que propõem.

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É esse o caso de Helder Moura e da sua Dream Wheels. Partindo do seu querer e talento, decidiu apresentar os seus trabalhos de estreia no Art&Moto 2014, sendo o seu trabalho mais emblemático a Copper, uma provocante Beemer R60/5 de 1973.

Difícil de passar discreta, por razões óbvias que não são propriamente uma extravagância de formas mas sim a originalidade na concepção combinada com o acabamento eleito – o cobre, a mota proveniente da Brigada de Trânsito da GNR, onde prestou anos de serviço, via-se agora como um modelo renovado que continuava a fazer parar o trânsito.

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Foram mesmo as suas origens nas forças policiais, neste caso e em bom rigor, militares, que a inspiraram e acabaram por a batizar. Cop ou Copper, uma palavra usada para designar popularmente a polícia na língua inglesa, sendo que o cobre foi o primeiro metal a ser usado pelo Homem.

Esta, é certamente a primeira moto de uma grande corporação de novas recrutas que irão sair da Dream Wheels.

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Simbolismo não falta a esta mota, nem lhe falta metal moldado “à mão” – hand built, como diz o lema da garagem, como um novo sub-quadro (totalmente feito à mão); novos poisa pés, avanços e selectores de travão/caixa de velocidades (com nova posição de condução); novas ponteiras de escapes (artesanais); jantes 18″ (trás e frente); manetes maquinadas em CNC; novo guarda-lamas traseiro (derivado de uma Zundapp dos anos 70) com farolim traseiro embutido; carburadores BING (provenientes de uma BMW R100) e novo sistema de fixação artesanal, com inspirações “hot-rod”.

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Mas houve mais. A frente foi reforçada com uma forqueta proveniente de uma Honda VTR 1000 (ano 2000); travões (discos e pinças frente e trás) de uma Honda VTR 1000 (ano 2000); farol frontal US Pioneer 145 (de 1950) totalmente adaptado para mínimos, médios e máximos (originalmente era um farol de nevoeiro); embraiagem hidráulica e, em termos de instrumentação, recorreu-se a um manómetro digital Daytona (adaptado sensor de um Vw Polo de 1997 – para ser capaz de ter  leitura e funcionar o conta quilómetros).

Para completar com requinte estético, nada melhor que os clássicos pneus Firestone Deluxe Champion e um discreto mini switch Blitz Motorcycles para a comutação de luzes. De “hand-buit”, refira-se a cor Hot Chocolate do Mini Cooper e acabamentos em cobre (mate e brilhante), o quadro totalmente refeito (sem soldas originais visíveis) e um banco e kneepads artesanais em pele.

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